A gente se pergunta se tá tudo bem com a gente de vez em quando né?! Ou, pelo menos, deveria acontecer… E quando acontece e a gente vê que ‘tudo bem com a gente’ é muita coisa e que quando o tudo que é externo começa a influenciar o interno, se perde a noção do limite de tudo.
É difícil iniciar uma conversa com alguém (que a gente conhece !!!) sobre um assunto que não seja pessoal, que não seja individual…
Quando te perguntam: e os namoradinhos?
A gente tem vontade de morrer.. falo da gente aqui: “acadêmicos” já que pra eles a realidade é outra e querendo ou não, a gente abre os horizontes, conhece de sotaques até ingênuos detalhes, estes que deixam a gente puta da vida, esses detalhes que representam anos de colonização portuguesa, norte-americana… e por que não, burguesa?
E eu, cansada, sufocada desse moralismo acadêmico, desses movimentos sociais que menos se importam com as pessoas.. deveria se chamar “Movimentos de sistemas sociais” porque pra chegar na galera e explicar o que acontece no seu mundo a galera não quer colar… (Movimentos galera, não pessoas. “mas o movimento não se faz sem pessoas” - nem todo mundo representa fielmente uma ideologia, cristãos são provas disso)
Mano, a gente tá cansado de só falar, de ir pra rua e ver a galera arregar… de receber bomba na cara e ninguém se importar, porque pra que eu vou fazer né? Se meu saldo bancário vai continuar lá?!
Cara, que mundo a gente tá vivendo? Não tem o mínimo de senso de coletividade, querem ver quem brada mais alto nesse solo retumbante não tão fértil de filhos da pátria amada, MÃE gentil.
Começa daí, de onde cê vive. Dentro de ti. Se não dá pra mudar o outro, muda cê mesmo, que cê mudando realmente muda o mundo. Muda seu resultado, sua resposta pra dúvida “infantil” do outro, se cala mesmo pra evitar briga, porque se a gente quer juntar, a gente tem que explicar… Mas desiste mesmo se não quiserem te escutar, porque falar todo mundo quer, o rolê é escutar.
E eu me pergunto onde conseguiram entrar em mim, na minha cabeça… porque até uns dias atrás eu estava bem. Quem me desestabilizou e disse que era tudo mentira? Porque hoje eu acredito que é tudo mentira… os discursos das pessoas, o modo com que elas agem e (talvez) o pior de tudo.. seus sentimentos. Óbvio que existem exceções, mas elas estão escarças na minha vida.
E nem sua família é sua base. Porque quando você concordava com eles sem questionar pelo bem do “costume” e respeito a “opinião” deles, cê era a estrela, cê era A estudante, a pessoa que iria “ganhar” na vida… “olha ela fazendo faculdade, a terceira pessoa a se formar na família”
Mas quem é que quer ganhar não sou eu… Minha irmã diz pra eu fazer um artesanato diferente, pra não ter concorrente. Sorte minha ter escutado uma música que me disse que “a vitória também se constrói no empate”…
Cê sente até medo de querer abraçar sua mãe e ela te negar, te dizer que tá ocupada e cê só quer ficar ali, no colo dela olhando pro céu, igual cê fazia no quintal daquela casa alugada horrorosa, mas que servia de abrigo pra um consolo.
E isso tudo só te faz ver o quão privilegiado cê é, que seu sucesso foi realmente montado em cima dos outros, cê se liga que nem quando vai dormir cê descansa. O travesseiro de algodão é mais confortável que pedra e seu colchão não é tão duro quanto o chão, claro que não, olha a galera que seu povo jogou aí pra amortecer a ‘queda’…
Daí cê só pensa na praia, que descarrego que faz né?!
Aquele mar que parece que tem espaço pra todo mundo...
Isso tudo me lembrou que eu queria mesmo era ter nascido peixe.
Peixe porque ia ter espaço demais pra mim e pros outros e se eu fosse comida por um peixe maior não seria “errado”, seria a natureza… Não teria nenhum peixe criando normas e leis que reprimissem minha espécie. Não teria nenhuma espécie dizendo que seu deus Poseidon é o verdadeiro e que Netuno é uma farsa. (rs)
E cê não pode nem chorar na frente dos outros por isso, porque é sempre por causa do outro que a gente chora né?! Mas e se se for por você, cê não pode ficar triste por você né?! Não pode ficar triste pela sua realidade, pelos seus privilégios, porque isso tudo é mentira, você não fica triste por isso né?! Ninguém tem essa capacidade… sei lá, pode ser, mas também pode não ser.
Daí de novo cê foge pra praia, corre pra molhar os pés, implorando que a água te leve de uma vez, te deixe leve, te sustente sem que você precise subjugar o outro e entra de tudo, se deixa levar e enquanto cê boia na água é ali que cê tá leve, cê tá no céu do mar, olha que beleza! E não tá atrapalhando ninguém, tá só ali, de boa, sentindo o balanço do mar, vivendo como qualquer outra pessoa que não sabe do que os acadêmicos sabem e tem responsabilidade MORAL e social de passar pra você… Mas cê nem tá ligando, só quer boiar, inocente dos perigos e com os sentimentos verdadeiros intactos, quer que todo mundo boie também.
Cara… como eu queria ser um peixe, cê não tem noção
Por que eu não nasci peixe?
Por que eu não nasci planta?
Por que eu nasci humana?
Por que eu nasci … ?
E antes de ser uma conclusão, essa frase era uma sugestão.
É difícil iniciar uma conversa com alguém (que a gente conhece !!!) sobre um assunto que não seja pessoal, que não seja individual…
Quando te perguntam: e os namoradinhos?
A gente tem vontade de morrer.. falo da gente aqui: “acadêmicos” já que pra eles a realidade é outra e querendo ou não, a gente abre os horizontes, conhece de sotaques até ingênuos detalhes, estes que deixam a gente puta da vida, esses detalhes que representam anos de colonização portuguesa, norte-americana… e por que não, burguesa?
E eu, cansada, sufocada desse moralismo acadêmico, desses movimentos sociais que menos se importam com as pessoas.. deveria se chamar “Movimentos de sistemas sociais” porque pra chegar na galera e explicar o que acontece no seu mundo a galera não quer colar… (Movimentos galera, não pessoas. “mas o movimento não se faz sem pessoas” - nem todo mundo representa fielmente uma ideologia, cristãos são provas disso)
Mano, a gente tá cansado de só falar, de ir pra rua e ver a galera arregar… de receber bomba na cara e ninguém se importar, porque pra que eu vou fazer né? Se meu saldo bancário vai continuar lá?!
Cara, que mundo a gente tá vivendo? Não tem o mínimo de senso de coletividade, querem ver quem brada mais alto nesse solo retumbante não tão fértil de filhos da pátria amada, MÃE gentil.
Começa daí, de onde cê vive. Dentro de ti. Se não dá pra mudar o outro, muda cê mesmo, que cê mudando realmente muda o mundo. Muda seu resultado, sua resposta pra dúvida “infantil” do outro, se cala mesmo pra evitar briga, porque se a gente quer juntar, a gente tem que explicar… Mas desiste mesmo se não quiserem te escutar, porque falar todo mundo quer, o rolê é escutar.
E eu me pergunto onde conseguiram entrar em mim, na minha cabeça… porque até uns dias atrás eu estava bem. Quem me desestabilizou e disse que era tudo mentira? Porque hoje eu acredito que é tudo mentira… os discursos das pessoas, o modo com que elas agem e (talvez) o pior de tudo.. seus sentimentos. Óbvio que existem exceções, mas elas estão escarças na minha vida.
E nem sua família é sua base. Porque quando você concordava com eles sem questionar pelo bem do “costume” e respeito a “opinião” deles, cê era a estrela, cê era A estudante, a pessoa que iria “ganhar” na vida… “olha ela fazendo faculdade, a terceira pessoa a se formar na família”
Mas quem é que quer ganhar não sou eu… Minha irmã diz pra eu fazer um artesanato diferente, pra não ter concorrente. Sorte minha ter escutado uma música que me disse que “a vitória também se constrói no empate”…
Cê sente até medo de querer abraçar sua mãe e ela te negar, te dizer que tá ocupada e cê só quer ficar ali, no colo dela olhando pro céu, igual cê fazia no quintal daquela casa alugada horrorosa, mas que servia de abrigo pra um consolo.
E isso tudo só te faz ver o quão privilegiado cê é, que seu sucesso foi realmente montado em cima dos outros, cê se liga que nem quando vai dormir cê descansa. O travesseiro de algodão é mais confortável que pedra e seu colchão não é tão duro quanto o chão, claro que não, olha a galera que seu povo jogou aí pra amortecer a ‘queda’…
Daí cê só pensa na praia, que descarrego que faz né?!
Aquele mar que parece que tem espaço pra todo mundo...
Isso tudo me lembrou que eu queria mesmo era ter nascido peixe.
Peixe porque ia ter espaço demais pra mim e pros outros e se eu fosse comida por um peixe maior não seria “errado”, seria a natureza… Não teria nenhum peixe criando normas e leis que reprimissem minha espécie. Não teria nenhuma espécie dizendo que seu deus Poseidon é o verdadeiro e que Netuno é uma farsa. (rs)
E cê não pode nem chorar na frente dos outros por isso, porque é sempre por causa do outro que a gente chora né?! Mas e se se for por você, cê não pode ficar triste por você né?! Não pode ficar triste pela sua realidade, pelos seus privilégios, porque isso tudo é mentira, você não fica triste por isso né?! Ninguém tem essa capacidade… sei lá, pode ser, mas também pode não ser.
Daí de novo cê foge pra praia, corre pra molhar os pés, implorando que a água te leve de uma vez, te deixe leve, te sustente sem que você precise subjugar o outro e entra de tudo, se deixa levar e enquanto cê boia na água é ali que cê tá leve, cê tá no céu do mar, olha que beleza! E não tá atrapalhando ninguém, tá só ali, de boa, sentindo o balanço do mar, vivendo como qualquer outra pessoa que não sabe do que os acadêmicos sabem e tem responsabilidade MORAL e social de passar pra você… Mas cê nem tá ligando, só quer boiar, inocente dos perigos e com os sentimentos verdadeiros intactos, quer que todo mundo boie também.
Cara… como eu queria ser um peixe, cê não tem noção
Por que eu não nasci peixe?
Por que eu não nasci planta?
Por que eu nasci humana?
Por que eu nasci … ?
E antes de ser uma conclusão, essa frase era uma sugestão.
