Eu aprendi que o amor devia ser conquistado, merecido.
Que eu doando, receberia em dobro.
Então quando criança, quem eu amava,
me ensinou que eu deveria persistir,
mesmo que eu a visse cansada,
numa tentativa vã de amenizar
o dia que havia mal passado,
mesmo que o meu abraço fosse rejeitado...
Eu aprendi a amar
e a receber menos do amor doado,
porque nesse dia, sei la,
quem venceu foi o cansaço.
Ele não tinha tempo pros meus papos,
infantis, improvisados...
Eu aprendi, então, a insitir,
mas eu nunca vi o resultado.
Então eu comecei a guarda-lo:
todo o amor que eu queria ter dado
foi estocado.
Ainda não aprendi a ser amada.
O que sera que ele quer?
Os olhos dela são tão bonitos,
e eu adoro quando ela beija meu labio.
Esse cuidado... meu auto-cuidado
sabotado.
Eu aprendi a me amar,
a me dar valor e vazar se ele não for valorizado...
Sera que a França é longe o suficiente?
Sera que agora eu encontro esse abraço?
Se eu encontrei, eu soube correr,
porque eu nunca percebo o que fiz pra merecer.
Eu não aprendi a ser amada,
então não se irrite se eu so conseguir dizer obrigada.
Essa carência virou minha independência,
e é dificil me ver e seguir
com alguém.
Me desculpa, meu bem, mas a gente so se da conta
quando é tarde demais.
Me sinto agradecida por tudo, porém
eu ainda não sei ser amada,
e por mais que eu queira
não é tão facil quebrar essa barreira.
