Eu me lembro bem do episódio que eu criei:
não era mais tão relutante como eu sou
e te aceitava de bom grado como não faço.
Meu ser estava cansado mas se sentia em casa,
não tinha nada físico, mas era nossa cara,
no entanto, eu não entendia o pedaço
que me equilibrava.
Eu estava deitada, sofrendo como todo dia,
o peso das caminhadas...
você tava ali, no fim da cama, aproximando-se como sempre,
devagar e lentamente
como se não fosse pra assustar ou alimentar meus ódios.
Aí cê decidiu me acariciar,
começou pelos pés, melhor lugar!
Não deixei cê demorar, vai ver as minhas explosões
tomaram o controle da situação,
uma das minhas pernas descansou no seu ombro
pressionando o calcanhar,
sua face foi sorrindo sem hesitações,
baixando o olhar.
Suas mãos foram subindo passeando sem pressa,
firmes e gentis encontraram onde ficar.
Seus olhos fixavam os meus,
sua boca passeava e se lambuzava com o sabor da minha fruta,
eu mordia os lábios e sorria de lado,
fechava a pupila pra sentir melhor sua língua,
meus dedos entre os seus cabelos
e os seus que metiam-se em mim sem timidez.
Eu sentia minha respiração aumentar,
minhas pernas tremiam
mas você se mantinha,
minha mão puxou uma última vez seus cabelos
e eu me senti transbordar.
Você sorriu pra mim um último sorriso,
nos encaramos e você desapareceu.
Era só eu, comigo mesma, pensando no dia de te encontrar.
não era mais tão relutante como eu sou
e te aceitava de bom grado como não faço.
Meu ser estava cansado mas se sentia em casa,
não tinha nada físico, mas era nossa cara,
no entanto, eu não entendia o pedaço
que me equilibrava.
Eu estava deitada, sofrendo como todo dia,
o peso das caminhadas...
você tava ali, no fim da cama, aproximando-se como sempre,
devagar e lentamente
como se não fosse pra assustar ou alimentar meus ódios.
Aí cê decidiu me acariciar,
começou pelos pés, melhor lugar!
Não deixei cê demorar, vai ver as minhas explosões
tomaram o controle da situação,
uma das minhas pernas descansou no seu ombro
pressionando o calcanhar,
sua face foi sorrindo sem hesitações,
baixando o olhar.
Suas mãos foram subindo passeando sem pressa,
firmes e gentis encontraram onde ficar.
Seus olhos fixavam os meus,
sua boca passeava e se lambuzava com o sabor da minha fruta,
eu mordia os lábios e sorria de lado,
fechava a pupila pra sentir melhor sua língua,
meus dedos entre os seus cabelos
e os seus que metiam-se em mim sem timidez.
Eu sentia minha respiração aumentar,
minhas pernas tremiam
mas você se mantinha,
minha mão puxou uma última vez seus cabelos
e eu me senti transbordar.
Você sorriu pra mim um último sorriso,
nos encaramos e você desapareceu.
Era só eu, comigo mesma, pensando no dia de te encontrar.
