Get me outta here!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Sigo lutando

 Eu quero reescutar todas as musicas que você me enviou,
relembrar todos os momentos sem chorar.
Eu so não consigo acreditar
que todos os nossos planos não podem mais existir,
que eu não vou ter aquela ligação que a gente combinou.

Eu passo meus dias sem saber se eu poderia ter te feito sorrir, desistir de ir, resistir mais uma vez.
Eu queria pegar na sua mão e fazer você acreditar que vai passar.
Ja tem tanto eu, mas é que eu queria continuar a sonhar,
compartilhar madrugadas e teorias
de como a existência poderia ser,
de quando a gente ainda poderia se ver.

Eu me recuso a dizer que te amava, não acho que seria capaz.
Você é parte de mim e eu nego abandonar.
Eu imagino a Bahia com você, eu esqueço de viver.

Suas tristezas são as minhas, sua revolta me escandaliza,
essa parte de mim, soliloquia, incoerente em sua crença,
e a gente tem tanta consciência...

Uma sinuca de bico.

Eu quero que me odeie, que eu tenha magoa, que me dê ranço,
eu não quero sentir sua falta, eu quero perder a memoria de você, 
de nossas trocas, do nosso amor.

Eu quero te honrar, te bater, sofrer e depois sair pra caminhar de madrugada...
cruzando cobras e silêncios turbulentos,
misturados nos seus cachos emaranhados, o sorriso largado.

A gente junto sofrendo as consequências das nossas escolhas
tragadas e baforadas enquanto o mundo dorme.

Eu não quero te sentir vazio, é impossivel.
A gente compartilha a mesma alma e eu sinto a sua morte em vida.

//

Je veux réécouter toutes les musiques que tu m’as envoyées,

me remémorer chaque moment sans pleurer.

Je n’arrive pas à y croire

que tous nos plans ne peuvent plus exister,

que je ne vais pas avoir cet appel qu'on avait fixé.


Je passe mes journées à ne pas savoir si j’aurais pu te faire sourire, t’empêcher d’y aller, résister encore une fois.

Je voulais prendre ta main et te faire croire que ça passera.

Il y a tant de moi, mais c’est que je voulais continuer à rêver,

partager des histoires et des théories

sur comment l’existence pourrait être,

de quand nous pourrions encore nous voir.


Je refuse de dire que je t’aimais, je ne pense pas que je pourrais.

Tu fais partie de moi et je refuse d’abandonner.

J’imagine Bahia avec toi, j’oublie de vivre.


Tes tristesses sont les miennes, ta révolte me scandalise,

cette partie de moi, solitaire, incohérente dans sa croyance,

et nous avons autant de conscience...


Une rue sans sortie.


Je veux que tu me détestes, que j’aie mal, que tu me fasses rancune,

je ne veux pas te manquer, je veux perdre la mémoire de toi, 

de nos échanges, de notre amour.


Je veux t’honorer, te frapper, souffrir et ensuite sortir pour marcher à l’aube...

croisant serpents et silences turbulents,

mélangés dans tes boucles enchevêtrées, ton sourire lâché.


Nous, ensemble, subissant les conséquences de nos choix

Bouffés et rebouffés pendant que le monde dort.


Je ne veux pas te sentir vide, c’est impossible.

Nous partageons la même âme et je ressens la mort pendant que je vie.