Get me outta here!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Déjà vu

Todas essas vidas, que eu vejo... em todos os lugares,
Essas vidas que não são "eu", mas que poderiam
ser...
Eu tenho déjà vu, mas eu não sei definir
como dormi.
Minha vida mudou tanto...
Eu aproveitei o tempo que deu,
você me culpa, mas eu fui sincera
eu disse que logo partia --
ai você entendeu que era seu coração
e partiu o meu na despedida.
Não foi nada pessoal,
desrespeitoso eu diria...
Agora eu não acho mais que o destino
era eu estar sozinha
foi sempre minha escolha,
mas eu fingia que não sabia.

Se pa, cê foi aquela pessoa certa na hora errada
e eu sei que não escolhi bem as palavras,
e você guardou como magoa.
Eu tento tanto alcançar as pessoas,
eu corro de quem quer me alcançar...
Talvez eu so não faça a boa escolha,
como um vicio.
Mas o que me faz chorar é dizer que eu to partindo
e ninguém pedir pra eu ficar.
Eu esperava valer mais na vida das pessoas que eu amo
sem ter que correr atras de quem me disse 'eu te amo'.
Meu corpo sabe, a cada final de ciclo chegando,
meu inferno astral me atiçando, tanta memoria boba voltando,
eu me abri tanto e tô tão arrependida
que minhas muralhas tão voltando...
Vai ver é mesmo escolha minha lutar sozinha,
eu so espero que não seja um engano
e eu tenha que repetir tudo de novo.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Bagunça de cada dia

Eu não sei... eu tenho tanto pra falar mas parece que nada ta organizado,
nem mesmo o meu quarto.
Se bem que ele nunca foi, quando ele ta arrumado eu não me sinto ali,
parece que não mexi em nada e que tudo esteve sempre ali...
é igual mudar de casa, so que ta tudo sempre ali...
os sonhos incompreensiveis se tornam mais misteriosos,
eu fecho os olhos e meu espirito parece fugir,
dormir é sinonimo de acordar sem saber onde realmente ta,
depois de alguns instantes você vê que ta tudo ali.
eu penso em me deixar levar mas parece que quando eu me atento
tudo parece mudar, volta ao normal, é como se tivesse medo que eu reconhecesse outro local como casa,
eu penso em todas as pessoas que eu senti alguma coisa e parecem tão distantes e confortaveis que eu não me atrevo a incomodar.
Nem a mim mesma...
eu passei a achar que isso não me ajudava, que era choro demais pra quem tem a vida tão rasa
aos olhos alheios, que eu procuro como meu ponto de vista.
Sei que não ta certo, mas o que tenho em mim que eu não conheço
é toda essa pista de dança que eu não me atrevo,
às vezes eu acho que deveria ser isso mesmo ou que eu ainda to muito nova
e isso é so o começo.

Eu digo que não quero mais falar do passado, so caso um dia eu consiga fazer terapia,
é que me cansa, falar de tanta coisa pra gente que não sequer liga...
eu tento controlar a lua em peixes que todo dia grita,
mas é de dor, por não ser a boazinha toda a vida.
Não que eu queira parecer a vilã, mas é que eu to saturada
de tanto fazer o que eu quero que façam por mim e depois não receber mais nada.
Não sejamos hipocritas: em cada relação tem uma intenção, se não, a gente não se importaria de ser feito de chão.
Eu so espero continuar poder dar o que tem em mim com razão,
que eu possa colorir meu mundo apesar dos outros.
Meus sonhos me dizem o que fazer, sempre com precisão:
ao meio dia correr como um rinoceronte mesmo se o mundo estiver acabando.
Falar com o corpo com consciência da alma, continuar de pé, olhar os astros,
depois virar os olhos pra baixo, olhar sempre onde pisa, tropeçar as vezes acontece
que é pra lembrar que é assim que cresce.

Eu olho de novo meu quarto e ta tudo bagunçado, a hora a de sempre, três patinhos na lagoa,
o sono ainda não bateu na porta mas logo ele se achega.
Todos esses nadas amontoados são minha âncora
que eu carrego pra onde eu vou, pra não esquecer que eu to em formação,
ainda tem muito pra aprender e se eu ainda não me encontrei
é porque eu parei em algum lugar pra tomar um sol,
pra quando eu me alcançar eu ter onde chegar.


(perdoa a falta de sinal e não desiste do meu teclado gringo)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Mêlo do papel

Toda vez que ela se distrai o cenário muda, parece que quer fugir mesmo não estando insatisfeita, já que todos os seus risos se insinuam quando ela percebe que foi ali mas não saiu do lugar, a mente vagueia pelo que seria ideal, parece tudo tão irreal, vai ver é disso que ela gosta, de se sentir surreal, no desconhecido e apesar de tudo o medo não a distrai, ele pode estar ali, mas esta aturdido pela curiosidade de estar em um lugar qualquer
E eu que moro dentro dela não entendo como ela funciona, o que a mantém e o que a retém, as vezes as duas coisas são as mesmas, mas as vezes ela precisa de uma válvula de escape, parece que corre de mim, me engana e quando percebo ela se refez tem uma semana, e eu demoro pra acompanhar, mas to sempre ali, ela olha pro lado assustada, mas sou só eu que ela vê, eu a sigo e ela se esquece que eu existo, apressa o passo, acha que alguém a segue, não olha pra trás
Sonha com isso mas deixa pra la, vai ver tem consciência de que eu to aqui mas não consegue se acostumar. Sempre tentando estar a par de tudo, controlar seu mundo, se sente mal por não conseguir realizar coisas além do seu alcance, como se tudo seguisse seu script mental... você tem que respirar, pensar que não é sua culpa se tudo começar a ruir, você já da o seu melhor, começa a achar que isso é o suficiente porque é, a vida não é seu roteiro, você também é figurante na vida de alguém... mas ela ta sempre a espreita, por mais que tente ela não fica desatenta. A mente trabalha, maquina poesia e bruxaria, enfeitiça e se desfaz, parece que estar no mesmo lugar sempre corroi... mas corroi né, tem que movimentar, arejar, limpar... so que eu tenho medo dela se livrar de mim, eu tento orientar da melhor forma possivel, porque nem eu sei onde pisar se tratando de mim... ela vai la no fundo e volta, passeia, não deixa marcas, ela observa e reconstroi, o que ta faltando? ela sempre me pergunta, ficar satisfeita, eu respondo. Ela revira os olhos como se eu inferisse que ela não da valor ao que tem, ela sabe... eu sei... e acabamos algumas semanas do mesmo jeito: onde foi que eu errei? A gente pensa demais, doi a mente, fica cansado o corpo, depois ela arruma um jeito de ser feliz de novo, se refazendo nas proprias vidas, desejando um ciclo novo.