Get me outta here!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A Temperança

 Je m'en veux, por motivos reais e abstratos
deixando pra tras a razão exata,
mas vendo o resultado de todo esse estado.

à parte, a memoria mais pura desse extrato,
meu espirito e consciência divididos em dois lados.
e, no entanto, eu me posiciono com cuidado,
não quero ser as garras que me cortam a pele,
nem a mão que acaricia meus erros.

Eu estou no meio, sendo atacada e desculpada,
mas sem exagero.
Eu vejo minha falha,
a que engloba dito e feito,
a que não provém do meu feitiço,
mas que a encruzilhada me mostrou primeiro.
A mudança deixou de ser regra quando eu quis assistir o seriado inteiro.

Eu nunca fiz uma promessa,
eu nunca fui a Temperança.
Coragem nunca faltou,
mas é que o que me seduz é o proibido.
Eu gargalho na minha derrota,
eu deixo os erros ditarem as regras,
porque o que me emocionou
carregava consigo a libido.

Até parece que foi chacota,
dormir nesses braços sem lançar flechas,
e, apesar de tudo, encontrar tranquilidade
num ultrajante fardado.
Sempre me instigando a mais,
aquecendo o estilete nos labios
perguntando sobre minha paz.

E eu respondendo em silêncios
que não me permitem voltar atras.

terça-feira, 3 de março de 2026

3 vezes eu


Eu me apego demais
à detalhes banais
formas e cheiros
que eu sei, são irreais
eu me lembro dos votos
ditos ao vento
como pacto passageiro
sem valor, sem defeito.
Cheios, não de amor, de desejo.
Me pergunto sempre se somos personagens
se um dia você vai me querer por inteiro
ou se sente satisfeito com a miragem
Eu penso muito no seu jeito
eu tento decifrar suas falas
como se a gente tivesse uma piada interna.
é o que eu tenho como medalha.
Os meus sentimentos são estrangeiros
e também me deixam preocupada.
Eu so gostaria de sentir,
mas você esta sempre de guerreiro
pronto pra partir,
antes de me deixar ir.

Je m'attache trop
aux détails banales,
aux formes et aux odeurs
dont je sais, sont irréels.
Je m'en souviens des vœux
dit aux vents
comme des pactes passagers
sans valeurs, sans défauts.
Remplis, non d'amour, mais de désir.
Je me demande souvent si on est des personnages
si un jour, tu m'en voudra entière
ou si tu préfères garder le mirage.
Je pense beaucoup à tes manières
J'essaie de déchiffrer tes mots
comme si on avait une blague entre nous deux
c'est ce dont je considère ma médaille.
Mes sentiments sont aussi étranges
et je m'inquiète aussi.
Je voulais que sentir,
mais tu es toujours habillé en guerrier,
prêt à partir,
avant que je puisse intervenir.

I get too attached
to banal details
manners and smells
that I know, are unreal.
I remember the vows
said into the wind
like fleeting pacts
without value, without flaws.
Fullfilled, not of love, but lust.
I always ask myself if we're characters 
if one day you'll want me whole
or you're satisfied with the mirage.
I think about your ways
I try to decipher your lines
as we had an internal joke
that I consider as a medal.
My feelings are foreigners
and make me wonder
I'd like to only enjoy the feeling,
but you're always acting like a warrior,
ready to go,
befre saying good-bye.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Sigo lutando

 Eu quero reescutar todas as musicas que você me enviou,
relembrar todos os momentos sem chorar.
Eu so não consigo acreditar
que todos os nossos planos não podem mais existir,
que eu não vou ter aquela ligação que a gente combinou.

Eu passo meus dias sem saber se eu poderia ter te feito sorrir, desistir de ir, resistir mais uma vez.
Eu queria pegar na sua mão e fazer você acreditar que vai passar.
Ja tem tanto eu, mas é que eu queria continuar a sonhar,
compartilhar madrugadas e teorias
de como a existência poderia ser,
de quando a gente ainda poderia se ver.

Eu me recuso a dizer que te amava, não acho que seria capaz.
Você é parte de mim e eu nego abandonar.
Eu imagino a Bahia com você, eu esqueço de viver.

Suas tristezas são as minhas, sua revolta me escandaliza,
essa parte de mim, soliloquia, incoerente em sua crença,
e a gente tem tanta consciência...

Uma sinuca de bico.

Eu quero que me odeie, que eu tenha magoa, que me dê ranço,
eu não quero sentir sua falta, eu quero perder a memoria de você, 
de nossas trocas, do nosso amor.

Eu quero te honrar, te bater, sofrer e depois sair pra caminhar de madrugada...
cruzando cobras e silêncios turbulentos,
misturados nos seus cachos emaranhados, o sorriso largado.

A gente junto sofrendo as consequências das nossas escolhas
tragadas e baforadas enquanto o mundo dorme.

Eu não quero te sentir vazio, é impossivel.
A gente compartilha a mesma alma e eu sinto a sua morte em vida.

//

Je veux réécouter toutes les musiques que tu m’as envoyées,

me remémorer chaque moment sans pleurer.

Je n’arrive pas à y croire

que tous nos plans ne peuvent plus exister,

que je ne vais pas avoir cet appel qu'on avait fixé.


Je passe mes journées à ne pas savoir si j’aurais pu te faire sourire, t’empêcher d’y aller, résister encore une fois.

Je voulais prendre ta main et te faire croire que ça passera.

Il y a tant de moi, mais c’est que je voulais continuer à rêver,

partager des histoires et des théories

sur comment l’existence pourrait être,

de quand nous pourrions encore nous voir.


Je refuse de dire que je t’aimais, je ne pense pas que je pourrais.

Tu fais partie de moi et je refuse d’abandonner.

J’imagine Bahia avec toi, j’oublie de vivre.


Tes tristesses sont les miennes, ta révolte me scandalise,

cette partie de moi, solitaire, incohérente dans sa croyance,

et nous avons autant de conscience...


Une rue sans sortie.


Je veux que tu me détestes, que j’aie mal, que tu me fasses rancune,

je ne veux pas te manquer, je veux perdre la mémoire de toi, 

de nos échanges, de notre amour.


Je veux t’honorer, te frapper, souffrir et ensuite sortir pour marcher à l’aube...

croisant serpents et silences turbulents,

mélangés dans tes boucles enchevêtrées, ton sourire lâché.


Nous, ensemble, subissant les conséquences de nos choix

Bouffés et rebouffés pendant que le monde dort.


Je ne veux pas te sentir vide, c’est impossible.

Nous partageons la même âme et je ressens la mort pendant que je vie.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Nada

Eu acho que me rejeito.
Dessa vez não pelos trejeitos
que me lembram meu pai
e que, sem querer, me dão traços
que são de meu apreço.
Parece mesmo que a gente atrai,
até se não sai pela boca.
Eu costumava achar que era tão profunda, 
mas todo dia a realidade me choca
me dando o que eu sempre quis.
E eu penso que essa malicia so pode ser oriunda
de alguns finais.
Pra dizer a verdade...
pensando bem, acho que não fui feliz.
era mais artificial, era toda uma curiosidade
de saber o que se passa depois
sem necessariamente me preocupar com a veracidade
ou a velocidade que era essa atuação.
Um tanto desordenada,
sempre me levava pra debaixo de lençois
mas no outro dia eu não sentia mais nada.

sábado, 25 de outubro de 2025

Memorias de uma gueixa

 Sera que é tarde demais pra voltar naquela memoria?
De nos dois no quarto
os corpos calados
uma nuvem de indagações compulsorias
e a minha alma medrosa,
indiferente ao acaso,
ignorante talvez, no seu verdadeiro significado.
Agora eu vejo
quem eu sempre tive ao meu lado,
e eu tive que sair dai
pra entender os momentos que perdi.
Posso pedir então?
Queria refazer aquela cena
não teria nenhuma queixa
de interpretar uma gueixa.
Mas esse seu lado que não vi, 
talvez por meu embaraço
de como você me veria ao seu lado,
esse medo de que eu devesse servir
como desde muito me tem sido ensinado.
é so que eu não pude ver muito além,
às vezes meu ego me faz refém
eu acabei não levando em conta 
que a realidade nem sempre concorda?
Mas eu gostava de ver o desenho da sua boca
convidar seu toque na minha coxa
não sabia se meu olhar obliquo
desencadearia um amor dissimulado.
Eu sonho mais acordada agora,
mantendo atenção na distração
levando a vida como se fosse um personagem
de Shakespeare, e acaba que hoje
eu me sinto como Hamlet:
"Quem pensa demais perde."

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Recaída

 Eu caí de novo, e dessa vez eu não tenho certeza do motivo.

Eu acordei e percebi que também era uma barata,

eu ja sabia,

mas a cada dia ter essa consciência me abomina.

Eu tento focar no que eu posso mudar,

mas eu tô farta

eu tento me alegrar, mas até minha força falha.

São tantas memórias que voltaram...

Eu não sei como desbloqueei tudo isso,

será que eu me entediava

e acabei me dando mal no meu próprio feitiço?

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Nieve

 A mí, siempre me encanto observar la naturaleza. Cuando era niña solía mirar a menudo las nubes, imaginaba historias y como la tierra se veía desde arriba. Lo hacia siempre que tenia tiempo y ya que era niña, siempre tuve tiempo. Observaba también a los humanos expresando sus deseos y emociones. Los eventos que mas me gustaba eran los de música donde bailaban sin miedo... No se detenían por las miradas, pero toda esa energía también me volvía cansada, y yo siempre pensaba "me gustaría ir a la casa de mi abuela". Allí había varios vasos vazios donde yo metía conchas de mar, tierra, mis hojas con dibujos y lo que escribía para sacar el dolor del pecho. Existir era muy pesado y yo deseaba casi siempre quedarme mirando el mar hasta que me convirtiera en pez.


(No tengo acentos en esa computadora, dsl)