Get me outta here!

domingo, 13 de novembro de 2016

Fruto da Terra

Impossível não começar sobre o sorriso.
A gargalhada, o black e o corpo
que balançam na música que a risada conduz.
E os olhos brincam misteriosos por trás de lentes que enfeitam o rosto marcante.
Os traços negros impõe sua cultura, sua história.
E anda como se nada a pudesse parar.
/e não pode/
A mudança de seus cabelos é conduzida pela lua,
e em si todas essas fases que esta insinua.
É fruto da terra, guarda na alma os destinos que o vento sopra.
Tenta desprender-se da raiz, voar…
mas é a gravidade quem a acorda;
Experimenta nadar mas o choque das águas assusta... é muita oscilação.
É base.
E no fogo não se queima, se refaz.
Se mantém firme.
Alta como montanha a voz provoca desabamentos e também nutri a alma.
Ao contrário da expressão
são sutis
seus toques medrosos de repressão.
As mãos macias são firmes, carinhosas,
são-me o sustento das indagações
(a incerteza do meu íntimo, como as ondas,
tendem a ser infantis)
E ela, como Fruto da Terra, me é a areia
Recebe-me em si,
permite-se molhar,
e quando me retiro
está preparada pra outro ciclo.

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