Get me outta here!

domingo, 4 de setembro de 2016

Em-si-namento

Existem idealizações do passado tão banais, umas lembranças tão incógnitas dos nossos sonhos que no final não são apenas sonhos, mas mistérios programados por nós mesmos pra decifrarmos quando estivermos acordados.
E meu sonho foi esse:

Hoje eu tinha me estranhado
de um jeito que eu achei que não ia acontecer,
mas é aquela coisa, né?!
A gente pode se surpreender.
Queria até me desculpar
Por um ato tão passional
Mas eu acho que você já sabe que eu não fiz por mal.
É que aquela mágoa me corrói
E é difícil ela me largar.
Desculpa por aqui?
... Porque eu não consigo te chamar.
E então eu dormi, e entre dormir e sonhar,
eu conversava comigo mais jovem (ou em outra vida, afinal ainda sou jovem) e a Outra eu (como vamos me chamar) estava um tanto desequilibrada, chorava desesperada com uma arma na mão. Uma arma preta com balas douradas, no entanto, não sabia usar.
Eu me mantinha a minha frente, sentada, tranquila sendo ameaçada por mim mesma...
Uma hora eu cansei e disse
"Atira"
e a Outra eu só conseguia chorar.
Eu peguei a arma, ajeitei só pra puxar o gatilho e entreguei, praticamente, minha vida...
Repeti
"Atira"
e a Outra eu, chorando desesperadamente jogou a arma no chão e eu logo me abracei...
Houve um perdão.
Mesmo sabendo que eu não me mataria, não sabia bem o porquê de querer me matar...
mas não duvidaria de mim.

Tenha como quiser... um distúrbio, uma ilusão,
mas o que acontece /na realidade/ é que você se joga em si
e tudo que sabe é que não conhece aquele espaço,
mas se você tiver uma luz diante dos seus olhos
você atrai peixes menores
mas também pode atrair a atenção de maiores,
daí é só ter cuidado pra morrer feliz.

0 comentários:

Postar um comentário