Se esse meu desejo de te externar de mim
fosse efetivamente feito,
a cada suspiro cansado,
a cada lágrima estancada pelo orgulho...
eu, com certeza, já teria superado.
A boa parte é que sua atenção já não me seduz,
aquele medo de perder-te
acabou se perdendo no emaranhado de significado de seus atos,
no seu desespero de ter-me sua.
E eu acho que não tem amor na sua parte,
e era só a ideia de posse que te mantinha ao meu lado;
o suporte que te oferecia de tão bom grado.
O que resta em mim é revolta,
desejo de socar tua cara e, claro,
um pouco de decepção
comigo mesma.
O que em mim faz referência à ti
é só a parte que quer te excluir.
Mas fica com a memória desse carinho,
porque eu duvido que o que te proporcionei
alguém vai superar.
A parte ruim é que não consigo me livrar desses sentimentos,
só de pensar em ti meu sangue ferve
e isso me deixa tão triste porque o que você merece mesmo de mim
é a indiferença.
Foda-se se você tem a consciência
de que foi escroto,
isso não faz desvio de culpa.
Pena que sempre chego à essa conclusão:
o quanto eu puder te fazer mal,
não duvida,
eu faço até o final.
sábado, 6 de agosto de 2016
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