Às vezes eu penso ser tão profunda,
me enganando a cada passo em direção ao abismo que tem em mim,
e às vezes sou só isso aqui,
aquele mar raso, que cê caminha até o meio
e a água não passa do joelho.
Eu não sei onde tá o fim,
nem quando a água começa a ser relevante pra alguém,
até porque eu nunca gostei muito de ser chamada de "meu bem",
mas as vezes acho que to errada,
e essa poça que eu acredito esbanjar
oceano
é só mais uma etapa pra entrar no mar.
Depois de um tempo boiando percebi que não sou levada a nenhum lugar
se eu não botar os pés no chão e caminhar,
e nem é tanto esforço assim cuidar de mim...
Às vezes eu acho que deveria conhecer as pessoas melhor
e talvez deixar com que elas me conheçam também,
acalmar as ondas que quebram na chegada
e ser mais fluida, aconchegando até o ardor dos olhos.
Nunca disse que era doce,
mas sempre parece que sou mais amarga...
Não sei se pela dificuldade de entrada
ou pela resistência de manter-se na caminhada,
são tantos que desistem.
Não tô lamentando, tô só observando que talvez seja eu a errada.
Já percebeu?
Sou mal educada e não importa sua cara,
todas minhas frases parecem profanadas,
às vezes a sinceridade dá uma facada,
e eu fico triste, né?!
Às vezes tenho tanto medo de mim que não deixo qualquer pessoa fazer um carin...
vai ver nasci assim.
E aquela pocinha antes do mar, que tem tanta concha, tanta estrela e vidas pequenas,
é sempre a que cês procuram quando precisam se enfeitar,
pegam umas conchas, jogam umas algas sobre os ombros,
levam um pedaço dali, não ligam pros escombros...
saibam que esse é meu cartão de visita:
se o horizonte é muito longe e a vista não alcança,
melhor ficar no raso, no lugar de criança.
me enganando a cada passo em direção ao abismo que tem em mim,
e às vezes sou só isso aqui,
aquele mar raso, que cê caminha até o meio
e a água não passa do joelho.
Eu não sei onde tá o fim,
nem quando a água começa a ser relevante pra alguém,
até porque eu nunca gostei muito de ser chamada de "meu bem",
mas as vezes acho que to errada,
e essa poça que eu acredito esbanjar
oceano
é só mais uma etapa pra entrar no mar.
Depois de um tempo boiando percebi que não sou levada a nenhum lugar
se eu não botar os pés no chão e caminhar,
e nem é tanto esforço assim cuidar de mim...
Às vezes eu acho que deveria conhecer as pessoas melhor
e talvez deixar com que elas me conheçam também,
acalmar as ondas que quebram na chegada
e ser mais fluida, aconchegando até o ardor dos olhos.
Nunca disse que era doce,
mas sempre parece que sou mais amarga...
Não sei se pela dificuldade de entrada
ou pela resistência de manter-se na caminhada,
são tantos que desistem.
Não tô lamentando, tô só observando que talvez seja eu a errada.
Já percebeu?
Sou mal educada e não importa sua cara,
todas minhas frases parecem profanadas,
às vezes a sinceridade dá uma facada,
e eu fico triste, né?!
Às vezes tenho tanto medo de mim que não deixo qualquer pessoa fazer um carin...
vai ver nasci assim.
E aquela pocinha antes do mar, que tem tanta concha, tanta estrela e vidas pequenas,
é sempre a que cês procuram quando precisam se enfeitar,
pegam umas conchas, jogam umas algas sobre os ombros,
levam um pedaço dali, não ligam pros escombros...
saibam que esse é meu cartão de visita:
se o horizonte é muito longe e a vista não alcança,
melhor ficar no raso, no lugar de criança.
