Eu não sei... eu tenho tanto pra falar mas parece que nada ta organizado,
nem mesmo o meu quarto.
Se bem que ele nunca foi, quando ele ta arrumado eu não me sinto ali,
parece que não mexi em nada e que tudo esteve sempre ali...
é igual mudar de casa, so que ta tudo sempre ali...
os sonhos incompreensiveis se tornam mais misteriosos,
eu fecho os olhos e meu espirito parece fugir,
dormir é sinonimo de acordar sem saber onde realmente ta,
depois de alguns instantes você vê que ta tudo ali.
eu penso em me deixar levar mas parece que quando eu me atento
tudo parece mudar, volta ao normal, é como se tivesse medo que eu reconhecesse outro local como casa,
eu penso em todas as pessoas que eu senti alguma coisa e parecem tão distantes e confortaveis que eu não me atrevo a incomodar.
Nem a mim mesma...
eu passei a achar que isso não me ajudava, que era choro demais pra quem tem a vida tão rasa
aos olhos alheios, que eu procuro como meu ponto de vista.
Sei que não ta certo, mas o que tenho em mim que eu não conheço
é toda essa pista de dança que eu não me atrevo,
às vezes eu acho que deveria ser isso mesmo ou que eu ainda to muito nova
e isso é so o começo.
Eu digo que não quero mais falar do passado, so caso um dia eu consiga fazer terapia,
é que me cansa, falar de tanta coisa pra gente que não sequer liga...
eu tento controlar a lua em peixes que todo dia grita,
mas é de dor, por não ser a boazinha toda a vida.
Não que eu queira parecer a vilã, mas é que eu to saturada
de tanto fazer o que eu quero que façam por mim e depois não receber mais nada.
Não sejamos hipocritas: em cada relação tem uma intenção, se não, a gente não se importaria de ser feito de chão.
Eu so espero continuar poder dar o que tem em mim com razão,
que eu possa colorir meu mundo apesar dos outros.
Meus sonhos me dizem o que fazer, sempre com precisão:
ao meio dia correr como um rinoceronte mesmo se o mundo estiver acabando.
Falar com o corpo com consciência da alma, continuar de pé, olhar os astros,
depois virar os olhos pra baixo, olhar sempre onde pisa, tropeçar as vezes acontece
que é pra lembrar que é assim que cresce.
Eu olho de novo meu quarto e ta tudo bagunçado, a hora a de sempre, três patinhos na lagoa,
o sono ainda não bateu na porta mas logo ele se achega.
Todos esses nadas amontoados são minha âncora
que eu carrego pra onde eu vou, pra não esquecer que eu to em formação,
ainda tem muito pra aprender e se eu ainda não me encontrei
é porque eu parei em algum lugar pra tomar um sol,
pra quando eu me alcançar eu ter onde chegar.
(perdoa a falta de sinal e não desiste do meu teclado gringo)
nem mesmo o meu quarto.
Se bem que ele nunca foi, quando ele ta arrumado eu não me sinto ali,
parece que não mexi em nada e que tudo esteve sempre ali...
é igual mudar de casa, so que ta tudo sempre ali...
os sonhos incompreensiveis se tornam mais misteriosos,
eu fecho os olhos e meu espirito parece fugir,
dormir é sinonimo de acordar sem saber onde realmente ta,
depois de alguns instantes você vê que ta tudo ali.
eu penso em me deixar levar mas parece que quando eu me atento
tudo parece mudar, volta ao normal, é como se tivesse medo que eu reconhecesse outro local como casa,
eu penso em todas as pessoas que eu senti alguma coisa e parecem tão distantes e confortaveis que eu não me atrevo a incomodar.
Nem a mim mesma...
eu passei a achar que isso não me ajudava, que era choro demais pra quem tem a vida tão rasa
aos olhos alheios, que eu procuro como meu ponto de vista.
Sei que não ta certo, mas o que tenho em mim que eu não conheço
é toda essa pista de dança que eu não me atrevo,
às vezes eu acho que deveria ser isso mesmo ou que eu ainda to muito nova
e isso é so o começo.
Eu digo que não quero mais falar do passado, so caso um dia eu consiga fazer terapia,
é que me cansa, falar de tanta coisa pra gente que não sequer liga...
eu tento controlar a lua em peixes que todo dia grita,
mas é de dor, por não ser a boazinha toda a vida.
Não que eu queira parecer a vilã, mas é que eu to saturada
de tanto fazer o que eu quero que façam por mim e depois não receber mais nada.
Não sejamos hipocritas: em cada relação tem uma intenção, se não, a gente não se importaria de ser feito de chão.
Eu so espero continuar poder dar o que tem em mim com razão,
que eu possa colorir meu mundo apesar dos outros.
Meus sonhos me dizem o que fazer, sempre com precisão:
ao meio dia correr como um rinoceronte mesmo se o mundo estiver acabando.
Falar com o corpo com consciência da alma, continuar de pé, olhar os astros,
depois virar os olhos pra baixo, olhar sempre onde pisa, tropeçar as vezes acontece
que é pra lembrar que é assim que cresce.
Eu olho de novo meu quarto e ta tudo bagunçado, a hora a de sempre, três patinhos na lagoa,
o sono ainda não bateu na porta mas logo ele se achega.
Todos esses nadas amontoados são minha âncora
que eu carrego pra onde eu vou, pra não esquecer que eu to em formação,
ainda tem muito pra aprender e se eu ainda não me encontrei
é porque eu parei em algum lugar pra tomar um sol,
pra quando eu me alcançar eu ter onde chegar.
(perdoa a falta de sinal e não desiste do meu teclado gringo)
