Get me outta here!

domingo, 11 de novembro de 2018

Certezas absurdas

Eu me pergunto constantemente porque eu
não consigo ir embora...
Essa característica de ser fixa às vezes
me revolta.
Espero acordar um dia decidida
e não mais o meu de sempre
"que que eu faço agora?"
As decisões eu tomo, mas não levanto,
parece que não me disponho,
estranho...
Mas eu sempre me deixo pra depois
quando nunca chega o amanhã,
até porque só existe isso nos nossos planos
mentais,
ou seja, eu me preocupo comigo mas
deixo todas as minhas demandas
à margem.
A vida não deveria me levar,
às vezes me irrita não poder controlar.
Te irrita também não sair do lugar e,
às vezes, nem é culpa sua, foi
só necessidade momentânea,
mas agora... agora tá difícil acordar,
tá difícil planejar... minto!
O mais difícil é recomeçar com a vida
já incompleta num outro lugar...
Ai, que sina! odeio começar e não
finalizar...
Vai ver isso que me barra, eu espero acabar
quando sou eu quem tem que botar
o ponto final.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Por enquanto

Na cidade grande eu vi um picho que me lembrou você
me fez lembrar de tudo juntos e apertou o peito saber que só vou compartilhar essas lembranças
por enquanto.
Já fiquei com raiva, chateada e tiltada com você,
mas no final da noite eu sempre queria tá fumando um contigo,
olhando, da sacada, as casas amontoadas no horizonte mineiro,
eu já sinto sua falta,
por enquanto.
E na hora que eu vi o picho eu pensei
que talvez você gostasse de tá ali, mas deixei pra lá,
é uma cidade muito confusa pra quem tá confuso por dentro também.
Não é arte de despedida,
é arte de saudade antecipada,
sentimento premeditado quando cê disse que ia embora,
e mesmo sabendo disso tudo
as incertezas me perseguem e você lida muito bem com elas.
Fico esperando uma delas decidir visitar meu caminho sem data marcada,
sua companhia era fogo, e agora só me sinto brasa.
A de final de rolê, na espera da próxima noite que vai ser reacesa.
Não sei o que cê quer, nem o que eu quero,
mas de vez em quando vamo ficar mal junto, se cuidar,
tacar o fodac e lembrar no outro dia que
in-felizmente a vida ainda não acabou.
Faz dar certo.