Quem tem a existência como falta
vê que em todo o processo de busca
torna-se um sujeito fragmentado.
Um sujeito que sentiu a experiência do ser no terreno da insatisfação.
Tal sensação /ou percepção/ de ausência de horizonte,
é partida em estilhaços pela idealização
que a realidade (crua e sórdida) insiste
em compartilhar por descontentamento de princípios de ser
Único.
Ter somente a visão de realidade
Exterior,
Acreditar no físico sem questionar o real
Exterior
como Ser,
que não é só isso. É o que
encorpora o de fora e
mostra a carga dentro de si.
Somos um espaço secreto
No qual a chave se encontra nos sonhos
(circunstâncias que escapam do ser como estalos,
variantes de um exercício de ser outro)
Estes que sem se dar conta dos elementos de existência,
de (in)consciente
(funcionam a partir da constatação da falha
de não poder aproveitar e usufruir da vida,
obedecem a uma maneira própria de esconder
de si mesmo, de seu próprio mal)
Dão-se o nome de
Aedo, Bardo, Poetisa, Pseudônimo, heterônimo
Poesia.
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
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