Get me outta here!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Balança

Me mostraram um
novo traço de felicidade
que eu admiro e desenho
seguindo o caminho que minha recordação
(defasada)
tenta recompor
do dia que o firmamento tocou o mar.
E o efeito desse encontro nu
exalou um merecido calor:
O sol que antes pertencia ao céu
de fato mergulhou ao mar.
E com aquele sorriso
tímido
a correnteza se tornou calmaria
que, em ingenuidade,
envolveu-me as viagens;
aconchegou meus cabelos entre os corais
e eu descansava...
sorrindo só e
flutuando no espaço.
E o mar, mesmo sem tanta coragem
se recusava a decidir o que lhe agradava
sentir.
E, por dentro, o sol queimava,
não lhe faltava desejos
(e mesmo imaginando a promiscuidade)
se recusava
sentir.

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