Get me outta here!

domingo, 7 de maio de 2017

Nostalgia

Ah, se ele soubesse como me instiga
a sentir o meu caos natural.
Se soubesse que a sua companhia inibe
a confusão que sou sozinha.
E se soubesse que o silêncio
me é âncora,
que sua presença estabiliza o mar turbulento
que estou…
Não pede retorno do que dá à minha correnteza,
só fica descobrindo de mim
o sorriso que tanto repeti
em frente ao espelho.
Esse é seu pagamento:
me enxerga por dentro
e não me vê como um iceberg qualquer,
nem mesmo meu olhar
lhe esconde meu desamparo.
Se lhe sou mistério...
é de fácil entendimento,
e, por vezes, esses momentos
são encontros de universos incoerentes,
conscientes de si mesmos
que suscitam a ironia
de sentir empatia
mesmo sem saber nada.

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