Get me outta here!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Ventos do verão

Quando eu penso muito parece que minhas resoluções fogem,
uma pergunta específica e meu chão se move,
eu o sinto tremer, minha mente se esvazia.
Eu não entendo bem, parece que só consigo pensar nessa companhia:
papel, caneta, um pouco de sono e tristeza.
Voltar pra cá sempre me pesa, eu sempre choro,
mas eu sei que não é de primeira.
Quando eu chego eu afago meus gatos, vai ver porque eles são as responsabilidades
que me mantem acordada, viva e sei lá...
com vontade de melhorar de vida.
Dessa vez tem outra coisa, e eu só to reagindo da minha forma padrão de ver a vida.
Eu me sinto como uma brisa boa, que passa rápido,
e eu nem sei o que tem em mim que me faz ter medo de tudo,
mas meu coração dói, acho que, no fundo,
é medo de perder, simplesmente.
Mesmo ouvindo dizer que eu sou forte,
eu sou tão covarde, parece que quando vejo que eu não to sozinha
eu fico vulnerável, e penso que tudo vai me atacar
"E minha cabeça diz pro meu coração 'deixe o amor crescer',
mas meu coração grita pra minha cabeça 'agora não, agora não...'"
no meio disso tudo o meio termo não funciona,
queria ser otimista e pensar que vai ser diferente,
mas a todo sinal de carinho eu repenso
não sou apta a receber isso e tenho medo de quando acabar,
porque eu sempre acho que acaba,
pensei que fossem meus amigos, mas só queriam mais um pedaço de mim,
que eu não me lembro de me mostrar disposta a compartilhar.
Mesmo quando eu amo um ser, parece que eu não sei receber,
deve ser esse meu problema,
não ligo de me repartir, mas não sei interagir
com a vantagem,
parece muito bom pra ser verdade.

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