Get me outta here!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Tô de mudança

Eu dou bom dia pra confusão do meu futuro;
tenho medo das pontes que fiz desabarem
e não consigo me encaixar em uma só morada.
Não sei se foram as mudanças das escolas ou das casas,
mas tem algo em mim que não consegue ficar parada,
não sei se é a quantidade de água no meu mapa ou apenas o natural.
Mas meus pensamentos são tão passageiros que eu os sinto inteiros,
viajo do início ao fim e, às vezes, assusta até a mim...
O problema não é a turbulência das ideias cruzadas... o problema da tempestade seria se ela não passasse,
o rolê é ela ser intensa e sem cessar não se renova, mantem-se na ideia de nunca parar, nunca estagnar, sempre mudar.
Vai ver é por isso que eu não gosto de água parada.
Mas já parou pra pensar que sem parar cê não chega em nenhum lugar?!
Se cê não sabe onde cê tá, como faz pra reconhecer seu lugar?
Eu pergunto pra algumas amigas "comé que cê tá?" pra não deixar elas caírem sozinhas nessa situação,
eu penso em falar com alguém disso tudo que eu to sentindo,
rolo o chat do celular mas quem eu acho, não quero mais chatear,
rolo mais um pouco e penso:
real... preciso me encontrar.
Todo ano eu me procuro, mas tô sempre mudando de casa...

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