Criar significa manipular
somos, no fundo, heterônimos de algum deus e...
de deus... só podemos falar o que ela não é.
Nós tendemos à origem, à nada
E foi no começo do Nada que nos tornamos indiscretos sobre o que pensamos.
Ficaram tão transparentes as ideias, tão visíveis
E no mesmo tempo que quero conhecer todas elas
quero me esconder no fundo de qualquer casca protetora.
Os objetivos mudaram, todos os dias eles se escondem nas anotações da minha agenda
mas minha imaginação desfoca e insiste em divagar em ideias de vida extra-terrestre.
Realmente, todos os caminhos que passei me deixaram perdida,
as discussões que criei comigo criaram um diálogo baseado no caos,
meus olhos me encaram curiosos por aquilo que digo ser,
agora eu sou algo que mal sabe ser consciente de si, mas se vê
no horizonte que existe em mim.
Nos transformamos em mundos, e meu olhar estático observa a expressão de não se expressar,
às vezes fitar o invisível é a prova do real.
Não somente nos é ofertada a visão do mundo com sua abstração,
pois não faria sentido tê-la por mera diversão,
é também a de infinitos universos paralelos e outros que se cruzam pra algum sentido
(ou sentimento)
emergir em cada momento nosso que chamamos de vida.
E as dúvidas que criamos todos os dias
que nos mantem ansiosos, acordados
são as mesmas desde sempre,
as que são difíceis reconhecer procuram aquele "salva-vidas"
é o que ajuda a energia a fluir, que estabiliza e expõe toda a vontade interna
Que proporciona o sopro da vida ou da morte,
isso depende da sua vontade.
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
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